Saiu no
G1 o desabafo do pobre do presidente do TSE, Marco Aurélio Mello:
Faço um desafio: troco o que ganho pelo que ganha um deputado e um senador (...) . Eu ganho R$ 24,5 mil, mas tenho um sócio, que é o próprio Estado. Aí meu líquido fica em torno de R$ 17 mil.
Tenho certeza que o povo brasileiro fica comovido. Como pode ganhar tão pouco? Afinal, R$ 17 mil, não deve dar nem para começar a pagar as contas! Fico estarrecido com tamanha privação que o excelentíssimo deve se submeter para de forma tão abnegada servir ao interesse público.
Afinal de contas, como todos sabemos, ser um servidor do Judiciário ou do Legislativo neste país é apenas para cidadãos movidos por um desapego das coisas materiais digno de um monge budista!
Chega a ser obscena esta discussão pública sobre salários. Não a discussão em si, que é muito saudável, mas o disparate de ouvir declarações como esta, onde se ignora a situação de real penúria a qual boa parte da população está sujeita.
A máquina do governo em nosso país é tão grande, tão pesada, que além de sufocar a sociedade que a sustenta ainda abriga uma trupe de "servidores" que nada mais fazem do que defender o interesse próprio. O mais incrível é que estes ainda acham que ao receber vencimentos tão "modestos" como o do nosso ministro, a sociedade não faz nada mais do que a obrigação!